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Produção de café em Baependi cresce 15,5% com apoio do ATeG

Produtividade do café em Baependi cresce com assistência técnica do Senar


Foto: Pixabay

O técnico de campo Luiz Felipe Kraus assumiu, em 2022, a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) de café em Baependi, no Sul de Minas, e os 28 produtores atendidos cultivavam 85,56 hectares e alcançavam produtividade média de 15,08 sacas/ha. Três anos depois, em 2025, a produtividade anual saltou para 32,29 sacas/ha, um avanço de 15,5%, desempenho superior ao resultado nacional, que cresceu 5,26% no período e fechou o ano com média de 30,4 sacas/ha.

Para Luiz Felipe, o crescimento expressivo é fruto do trabalho conjunto entre assistência técnica e produtores. “Tem a dedicação na nossa prestação de serviços, somada à credibilidade da instituição e à confiança do produtor, que segue as recomendações e adota novas tecnologias de manejo”, destaca.

Entre as práticas estimuladas pelo programa estão adubação equilibrada, manejo adequado do solo e das podas, análises frequentes, espaçamento correto das plantas e renovação de áreas desgastadas. O técnico também promove intercâmbio entre propriedades, incentiva o associativismo para reduzir custos com insumos e estimula a participação em eventos como a Semana Internacional do Café (SIC) e o Cupping Senar.

Os efeitos ultrapassam as fronteiras das propriedades assistidas. O presidente do Sindicato Rural de Baependi, Sirlei Silvério, afirma que os resultados motivaram produtores de municípios vizinhos, como Aiuruoca e Alagoa, a investir mais no café. “São pequenos produtores, mas o número cresceu mais de 500%”, afirma. O terroir das terras altas da Mantiqueira favorece, segundo técnicos, cafés especiais, de bebida mole e adocicada, com maior valor de mercado, fator que também impulsiona novos cafeicultores.

Qualidade reconhecidaFoi seguindo essas orientações que Michel Lopes Maciel e a família mudaram a forma de plantar, colher, beneficiar e vender o café. O cultivo começou em 2020 com 1500 pés. Em 2022, eles entraram para o grupo de ATeG e as mudanças foram significativas. “Se não fosse o ATeG, a gente não teria um café especial e nem a produção que tem hoje”, afirma Michel.

Em 2025, a lavoura chegou a 5 mil pés, o que rendeu 50 sacas, e ainda vieram as conquistas em duas premiações: 2º lugar na categoria Café Natural e 2º lugar na pontuação geral do 33º Concurso de Qualidade Minasul de Cafés Especiais, em Varginha (MG); e o 2º lugar na categoria Arábica Natural - Sul de Minas do 9º Cupping ATeG Café + Forte, realizado na SIC, em Belo Horizonte.

A força que vem da famíliaA sucessão familiar também é um dos quesitos trabalhados pelo ATeG e, segundo Luiz Filipe, um dos pontos fortes dos produtores de Baependi. Um dos casos de sucesso é o de Simone Vieira. A plantação de café na família começou há 44 anos, com os pais dela. Dos três filhos, apenas Simone - a única mulher - se interessou pelo trabalho no campo. “A vida inteira acompanhei meu pai”, conta.

Recentemente, Simone começou a assumir a dianteira dos negócios, mas seu Raul ainda participa. Além do café, a família também planta milho e cria bezerros. O marido de Simone ajuda com a criação e a filha Rafaela, de 14 anos, já segue os passos da mãe. “Ela gosta muito de lavoura, de gado. Se Deus quiser, vai ser minha sucessora”, diz a mãe orgulhosa.

Para 2026, a expectativa de Simone é colher 75 sacas/ha, um resultado, segundo ela, que só foi possível com o incentivo do profissional do Senar.

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